quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Rapto de Prosérpina

Prosérpina era a bela filha de Zeus, Deus supremo, e de Ceres, a Deusa da agricultura. 

Plutão, o Deus das trevas e do sub-mundo, apaixonou-se por Prosérpina quando ela colhia flores na Sicilia (ou em Creta, como dizem os Gregos), e a raptou, para que vivesse com ele nas trevas.

O Rapto, segundo Bernini (na Villa Borghese, em Roma)
Desolada, Ceres parou de semear plantas e frutos, e a terra secou.  Desesperado, Zeus enviou como emissário Mercúrio, o Deus do comércio, para persuadir Plutão a devolver Prosérpina à sua Mãe Ceres.  Após longas negociações, Plutão assentiu, mas fez Prosérpina comer quatro sementes de romã antes de partir.  A romã era o símbolo do amor e da fidelidade, o que significava que Prosérpina teria de voltar regularmente às trevas.

O retorno de Prosérpina foi marcado por uma grande fartura de frutos na Terra.  Porém, quando Plutão ordenou o regresso de Prosérpina, Zeus lhe ofereceu um acordo.  Prosérpina passaria quatro meses com Plutão, e o resto do tempo com sua mãe Ceres.

Assim nasceram as quatro estações.  A primavera marca o retorno de Prosérpina a Ceres, dando frutos no verão.  No outono, Zeus presenteia Prosérpina com folhas laranjas e marrons, suas cores prediletas, como prenúncio de sua ida às trevas.  O inverno, período infértil, é quando Prosérpina está no sub-mundo com Plutão.            

Um comentário:

Anônimo disse...

Que pena que não conseguimos visitar esse Museu. Adorei a criação das 4 estações.
Bjs.
Normanda