segunda-feira, 16 de abril de 2007

Kunst in Wien

Como mencionei no post anterior, Viena é uma cidade onde as artes clássica, moderna e contemporânea se encontram e se fundem. Para mim, esta foi uma das descobertas mais deliciosas da viagem.

Assim como todo mundo, sempre associei Viena com música clássica, uma vez que a cidade serviu de casa - e de inspiracão - para compositores como Mozart, Beethoven, Haydn, Mahler, Strauss, etc.

Obviamente os vienenses preservam esse patrimonio cultural, e têm provavelmente a melhor oferta de música clássica da Europa ao longo da temporada. Tivemos um pequeno aperitivo dessa producão cultural na já anteriormente citada opera "La Fille du Regiment", de Donizetti, e também num concerto de pecas de Mozert e Haydn que assistimos na Konzerthaus.

Ouvir Mozart ao vivo é sempre emocionante. Cavei no you tube para os leitores (?) do blog uma orquestra japonesa tocando a peca que abriu o concerto que assistimos, a Sinfonia nr. 40 (Allegro), para dividir um pouco dessa emocao com voces. Abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=ySYHoEveFqw

Justamente por esse "preconceito" sobre Viena, fiquei bastante surpreso ao constatar que a cidade não deitou sobre os louros do passado, mas sim continuou sendo um importante centro de producão artística ao longo de todo o século XX, e neste século infante também.

Tivemos evidência disso já em nossa primeira noite em Viena, quando, ao dobrarmos uma esquina próxima do nosso hotel, nos deparamos com uma instalacao super interessante de um artista local. Usando canetas bic pregadas com durex em uma loja vazia, a instalacão criava uma alegoria do espaco (via bíctea?) e do céu, e brincava com a idéia de universo e banalidade. Saca so:



Dias depois, pegamos uma das melhores exposicoes de arte moderna que ja vi, no MuMok (Museum Moderner Kunst), chamada "O Laboratorio do Modernismo".




Primitivismo de Andre Derain
Utilizando pinturas, esculturas, fotos, filmes, moveis, maquetes, e outras pecas, a mostra re-contava, exclusivamente com obras do acervo do Mumok, a historia do modernismo e suas diversas sub-correntes. So assim para voce entender como o Primitivismo de Andre Derain influenciou o Cubismo de Picasso, Gris, e Leger. E como o Futurismo de Giacomo Balla influenciou o surrealismo de Max Ernst, e assim por diante. A mostra tambem incluia varios trabalhos da escola Bauhaus, cujos moveis fazem a cabeca da Cau (eu preferi as foto-montagens de Herbert Bayer - abaixo).



Um olhar novo sobre o acervo permanente do Museu. Uma ideia simples que TODOS os museus do mundo deveriam seguir. Os consumidores de arte, superando o enfado, agradecem.

Um comentário:

Anônimo disse...

Vi Andre Derain no museu de velas artes de Londres, incrivel mesmo!!!
Irada sua trip, parabens!
Bjos pra Cau.
Bjo
Dani