quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Naxos

Fui a Naxos atrás de minha "lenda pessoal". Desde pequeno ouvia estórias desta ilha dita "mágica", que me chegavam aos ouvidos trilhando o caminho reverso da vida de minha madrinha Regina.

Em 1980, ela chegou em Naxos para passar uma semana. Ficou onze anos.


Deu para ver o por quê.

Encastelados






















Naxos é um oásis de fertilidade em meio a belíssimas praias selvagens. A minha favorita foi Mutsuma, um antigo Porto Bizantino transformado em vila de pescadores, com sua água turquesa e tavernas onde comemos uma fresquíssima lula grelhada. Giu preferiu Psili Amos (literalmente, "areia fina"), com oliveiras que chegam até à praia, e um ambiente, digamos, erótico.
 
Mutsuma
Aliás, somente senti tamanha energia sexual impregnada no ar em outra ilha. Fernando de Noronha.


Ademais, o amor de Tia Regina foi o passaporte para a felicidade. Nunca me esquecerei o abraço e o olhar que recebi de Mirna ao apresentar-me. Da aristocrática Elli, que nos recebeu em delicioso jantar, e no apresentou a uma virtuosa violinista Russa que, no dia seguinte, nos brindaria com um concerto antológico dentro do Castelo Veneziano do Século XIII onde estávamos hospedados. Ou da beleza e sensualidade de Déspina, nossa anfitriã, que antes de se apresentar me disse: "you are very lucky to have someone like Regina in your life. There are only three or four people in the world like that".

Palavras sinceras que entraram direto em meu coração. Sem escalas.
 
Shinny Happy People.  Atrás, o Castelo.


Mas apesar de todo hedonismo luxuriante, a experiência que tive em Naxos que mais causou inveja em meus colegas de OMC foi roubar figo do pé na beira da estrada. Até nisso a ilha foi pródiga. 

Um comentário:

patricio bentes disse...

Naxos não fui o refúgio da Grande Regina, mas o encontro com sua verdadeira natureza de deusa.
Libido em ambiente paradisíaco é próprio de homens com H