Desejo, enfim, que o autor(a) seja bem sucedido(a) onde eu fracassei.
Pois "Purple Hibiscus", da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, apesar da torcida, não entrega a rapadura. A premissa é super interessante: a narradora em primeira pessoa Kambili é uma adolescente reprimida por seu Pai, um fanático religioso ultra-violento que lidera a oposição à recém-instalada ditadura militar. Quando as circumstâncias exigem que Kambili se mude para a casa da Tia, o ambiente liberal que ela e seu irmão Jaja encontram permitem a descoberta da sexualidade (ela se apaixona por um Padre), da individualidade, e da religiosidade pagã, enfim, da vida longe da opressão. É quando o hibisco roxo do título desabrocha.
Até aí, beleza. O problema é que a execução foi muito fraca. As personagens são totalmente unidimensionais, o que para mim é um crime capital num romance. Da narrativa - principalmente das descrições - vira-e-mexe escorrega um clichê (vergonha alheia!), e pior ainda, um final, tchan tchan tchan tchan, "surpreendente".
Aí foi demais pra minha cabeça. Desanquei o livro na minha reunião do meu book club, para desespero de minha amiga Jan Yves, que havia sugerido sua leitura.
Não JY, não era misoginia. Era gosto mesmo...
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