O leitor de EOP veja como são as coisas.
Leio que o FMI declarou apoio ao gigantesco "pacote de estímulo" que o Tesouro norte-americano acaba aprovar e que W vai sancionar nos próximos dias.
Trata-se de uma bolada de US$ 168 Bilhões, que vai ser distribuída em chequinhos de US$300 a 1.200 para quem tenha financiado a sua "casa própria".
Um verdadeiro "Bolsa-Casa" na gringolândia?
Nada disso. Na verdade, é uma tentativa desesperada do Tesouro Americano de evitar a falência de bancos cuja carteira de crédito imobiliário está caindo de podre. Não vai adiantar, e vai piorar ainda mais o abissal déficit público dos EUA, hoje pra lá dos 5% do PIB.
O que me pareceu irônico, porém, foi o apoio declarado do FMI. Logo o FMI, que durante os anos 80 e 90 não hesitou em receitar a amarga receita do ajuste fiscal para países pobres em crise de solvência internacional.
Convulsão social, desemprego, desindustrializacão, miséria. Nada disso importava. Para abrir a burra, o FMI mandava os governos arrochar as contas, e apertar os cintos.
Receitar regime para famélicos é fácil. Duro é mandar o gordão fechar a boca quando não tem mais meios de alimentar a lombriga.
Acontece que esse gordão e seus amigos europeus são sócios majoritários da banca...
Esse é o mundo em que vivemos. Dois pesos, duas medidas.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
É fácil julgar, quando se está de um lado e não se avista o outro. Mas para se ter uma visão estratégica abrangente, é preciso bagagem e vivência dos dois lados do rio.Em nome dos que apertaram o cinto, obrigado sr.analista. Grande!!!!!
imperdível a série do nassif... não deixe de ler a novela da veja...
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