sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Agistri

Para não entalar os posts do mês que passei na estrada:

O meu caso de amor com a Grécia começou em Agistri, nas Ilhas Argo-Sardonicas.

Superados os traumas, o tema deste verão europeu foi curtir o mar onde o fazem os locais, e não os turistas.  Agistri, assim como Ponza (vide post abaixo), é para consumo doméstico.  Tant mieux.  Se não fosse por meus cicerones Regina e Brady, eu provavelmente teria me hospedado na parte Ocidental da Ilhota, que é pouco charmosa e igualzinha a tantos outros balneários mediterrâneos.  Sob seus cuidados, porém, pude explorar a parte Oriental de Agistri, mais selvagem, onde é necessário atravessar florestas de pinheiros para se chegar a belíssimas praias como Halikiada.

Astral em Halikiada
Foi ali, despido de roupas e de preconceitos, que diariamente me dediquei ao tão brasileiro hábito da prosa, com minha querida Madrinha Regina, uma das pessoas mais fascinantes que jamais conheci. 

Ela e Brady descobriram Agistri durante as pesquisas para o livro que ele está escrevendo sobre o Grupo 17 de Novembro, organização anarco-terrorista que por 30 anos desafiou o establishment político Grego.  Até que às vésperas dos jogos olímpicos de Atenas em 2004 foi todo mundo em cana.  Pois bem, um dos líderes da organização refugiou-se por anos em Agistri, onde contava com a simpatia e cumplicidade da população local.  Ninguém caguetou.

Uma Rainha entre seus súditos
Ali em Agistri, nadando nu no Mar Egeu, em pleno contato com os elementos, refleti sobre as vantagens de ser um espírito livre.  Da importância de se fazer escolhas na vida, e de ser feliz com as renúncias que cada decisão lhe impõe.  Sobre a vida como jornada, e não como destino. Ulisses, a caminho de Ítaca.     
Momentos de Reflexão

Foi a preparação espiritual perfeita para a mágica Naxos, tema do próximo post.

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